Com a transferência da capital da Colônia de Salvador para o Rio de Janeiro e, posteriormente, com a mudança da Corte Portuguesa para o Brasil, o trafego de navios por Abrolhos aumentou consideralvelmete. Para se tentar reduzir o crescente numero de naufrágios na região, decidiu-se construir um farol no topo da ilha de Santa Bárbara, a maior e mais notável do arquipélago.
Os primeiros lampejos do farol de Abrolhos foram produzidos pelo arranjo de 21 lâmpadas de Argand, cada qual posicionada à frente de um refletor prateado, formando um magnífico aparelho de sistema catoptrico. A lanterna, com armaduras e cúpula em bronze, ocupava o alto de uma torre cilíndrica, de ferro fundido, com
As condições de vida em Abrolhos sempre foram precárias, e as comunicações com o continente praticamente inexistiam. As visitas de embarcações de apio ocorriam apenas uma vez a cada trimestre. Em 1884, três dos quarto faroleiros da ilha morreram acometidos de beribéri, doença provocada pela carência de vitaminas. Provavelmente, nessa época, uma pequena grua existente na ilha de Santa Bárbara foi adaptada para servir como cemitério. Lá, encontram-se sepultados, alem de parentes de faroleiros, outros profissionais mortos em um incêndio ocorrido no paiol de combustíveis.
Em 1895,foi feita a encomenda de um aparelho luminoso dioptrico para Abrolhos, do mesoradiante, o segundo maior existente no Brasil. A montagem desse aparelho foi iniciada pelo mecânico da repartição de Faróis Alfredo Goupil, afastado por não ter resistido ao isolamento na ilha e enlouquecido. Graças ao desenhista Antonio Miranda da Encarnação, que assumiu os trabalhos, inauguração do novo farol ocorreu em 24 de abril de 1898.
Na década de 50, após dois longos anos de obras de engenharia, as condições de vida dos faroleiros melhoraram.
(Ney Dantas)

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