não pude estar presente na ilha quando o Presidente esteve la, pois estava em caravelas o aguardando para a crianção da RESEX, queria acompanhar tudo de perto. "Meus queridos moradores de Caravelas,
Amigos e amigas,
Mulheres, homens e crianças,
Bem, este ato aqui, esses decretos que eu assinei, eles poderiam ter sido assinados no meu gabinete e eu não precisaria fazer uma viagem de duas horas de Brasília até aqui, andar de helicóptero uma hora, de Porto Seguro até Abrolhos, com um medo “desgramado”, porque o máximo que eu consigo nadar, se cair na água, são cinco metros, e vir aqui, a Caravelas.
Por que nós estamos aqui? Nós estamos aqui... Eu vou explicar primeiro porque nós estamos aqui, depois eu vou pedir, no final da minha fala – me lembrem –, eu vou pedir um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente de avião da Air France, que nós ainda não encontramos os corpos. Aliás, eu vou começar com esse minuto de silêncio. Vamos fazer um minuto de silêncio em homenagem às vitimas do acidente do avião. Muito obrigado.
Eu estava dizendo porque nós estamos aqui em Caravelas. É porque é preciso discutir com mais seriedade a questão ambiental em nossa cidade, em nosso estado e no mundo. Todo santo dia, nós estamos vendo na televisão ou nos jornais que alguma coisa diferente está acontecendo no mundo. Onde fazia muito frio, ou está fazendo mais frio, ou está fazendo calor. Onde chovia menos, está chovendo mais e estão dando as enchentes como deu em todos os estados nordestinos neste verão. Onde chovia muito, fez uma seca danada, como fez em Santa Catarina – metade do estado morrendo por causa da enchente e metade do estado passando necessidade por causa da seca.
Alguma coisa está acontecendo no mundo e nós somos os responsáveis por isso, porque no momento certo nós não soubemos cuidar adequadamente e preservar aquilo que é importante para a própria vida humana. Nós, que habitamos o planeta terra, estamos contribuindo, a cada dia que passa, para que ele seja destruído mais rápido e, quando ele for destruído, nós estaremos destruídos enquanto espécie animal, enquanto ser humano. Não vai acontecer agora, mas pode acontecer daqui a 1 milhão de anos, daqui a cem anos... mas se a gente não cuidar agora, os nossos filhos irão viver em um mundo cada vez pior do que aquele em que a gente vivia quando nasceu, porque a tentação do homem é destruir e não construir.
Por isso que eu vim comemorar esse dia do meio ambiente aqui. Porque eu dizia para o Jacques Wagner: esse estado aqui produzia uma espécie de árvore que quando lá em São Paulo a gente ia casar, o chique do casamento era se a gente pudesse ter um guarda-roupa de jacarandá. Era a madeira nobre daquele momento, e hoje o jacarandá está extinto, como está extinto o pau-brasil, como estão extintas dezenas de outras árvores nobres que nós mesmos destruímos, como estão destruídos alguns rios nossos, como está destruída uma série de coisas que nós mesmos deveríamos cuidar para que a vida da gente não piorasse de qualidade.
Então, discutir a questão climática no mundo hoje é muito importante. Qual é a vantagem do Brasil? Qual é a vantagem da América do Sul? Qual é a vantagem dos países africanos? É que hoje nós temos o que o mundo rico não tem mais, porque para que o mundo rico chegasse a ser o que é hoje, com a riqueza que ele tem, parece que são países carecas, não têm mais uma árvore, e são os maiores emissores de gases de efeito estufa.
Então, hoje a questão climática está exigindo que essas pessoas que há um século não pensavam em meio ambiente, comecem a pensar. Nós, brasileiros, latino-americanos e países africanos, que ainda temos nossas florestas, não podemos aceitar o discurso... Nós não podemos aceitar o discurso simplista deles de que nós temos apenas que preservar. Enquanto eles produzem carros da melhor qualidade, comem da melhor qualidade, têm do bom e do melhor, eles não podem querer que a gente apenas preserve as nossas florestas, os nossos rios, para que eles tenham o oxigênio que eles imaginam que a Floresta Amazônica produz, ou que ela consiga captar o chamado gás de efeito estufa, que pensam que ela... a reserva vai trazer e diminuir no espaço.
É preciso que a gente faça o que estamos fazendo no Brasil. É preciso que os países ricos, que já desmataram toda a sua floresta, comecem a pagar para que a gente preserve a nossa, para que a gente possa melhorar a qualidade de vida do nosso povo, e que ninguém imagine que a Amazônia é deles. A Amazônia é nossa, é brasileira, é verde e amarela. Nós queremos preservá-la, mas nós também precisamos cuidar de 25 milhões de seres humanos que moram lá, que querem ter carro, que querem ter geladeira, que querem ter televisão, que querem ter as coisas que todo mundo deseja ter, e também querem ganhar salário e querem trabalhar.
Então, nós estamos trabalhando para compatibilizar a necessidade da preservação da floresta, das nossas águas e da nossa fauna com a possibilidade de garantir às pessoas que possam viver melhor e com mais dignidade, senão não tem política de meio ambiente.
Minc, nós assinamos uma Resex aqui. Se a gente não garantir que esses companheiros que se levantaram aqui, da pesca – pescadores de mariscos e caranguejos – não tiverem condições de sobrevivência, eles serão os primeiros a destruir. Por que sabe o que acontece? A gente, se não cuidar dele, o ser humano passa a ser o principal animal em extinção do planeta Terra, pela miséria e pela fome, porque é 1 bilhão de seres humanos que passam fome no mundo. Então, é preciso que a gente tenha clareza de fazer essa compatibilização entre a necessidade de preservar e a necessidade de permitir que as pessoas vivam dignamente.
Mas quando a gente quer criar uma reserva, vocês viram a briga que deu para a gente demarcar a Raposa Serra do Sol, aquela terra indígena lá no estado de Roraima. Foram anos de briga. E quem brigou conosco? Zeca arrozeiro. Zeca arrozeiro, que invadiu a terra dos índios... Fizeram tudo o que vocês possam imaginar para que a gente não pudesse demarcar aquelas terras. Finalmente, a Suprema Corte brasileira demarcou as terras indígenas, os arrozeiros saíram, e agora a gente vai poder garantir que os arrozeiros plantem arroz em outro lugar e que os índios vivam tranquilamente no seu lugar.
Aqui, o que nós estamos fazendo? Aí, Minc, outra coisa que é importante explicar, explicar e explicar, porque nós temos três tipos de gente. Nós temos um tipo de gente que às vezes não concorda com uma Resex porque não está bem informado. Então, dizem para ele: “Olha, vai proibir de fazer qualquer coisa na cidade. Não vai mais poder construir nada na cidade. Está tudo proibido”. Ele está desinformado. Então, é preciso a gente informar adequadamente. Tem outros que acham “olha, eu sou contra porque eu sou contra. Eu não acredito nessa história de meio ambiente. É tudo mentira. Chove muito porque Deus quer, faz seca porque Deus quer. Então, não tem essa de meio ambiente, não. Pode derrubar tudo, quebrar tudo, porque não vai ter jeito”. Esse é um ignorante. Nós temos que tratar dele com cuidado porque também ele precisa de informação, ele precisa de informação. Ele não é, não é uma pessoa ruim, é uma pessoa desinformada. Agora, tem outros que utilizam um discurso fácil. Aquele discurso de que: “Olha, fazendo isso, está impedindo o desenvolvimento”. E aí começa a falar. Olha, primeiro, quanto mais a gente preservar, mais chance a gente tem de desenvolvimento, porque hoje, quando um turista quer viajar para uma cidade, ele quer saber se ele tem coisa para ver, coisa nossa. E o que tem acontecido nas cidades médias brasileiras? Primeiro, é o mangue. O pobre vai sendo expulso da cidade e ele vai para a beira do mangue.
Daqui a pouco, ele começa a fazer aterro no mangue e vai fazendo seu barraquinho. Daqui a pouco faz uma palafita. Quando está tudo errado e o pessoal morando em favela, aí chega um rico, compra aquele mangue e faz um grande empreendimento naquele mangue e os pobres sendo escorraçados, para onde? Para beira de um morro ou para a beira de um córrego.
Ora, o que nós estamos dando com essa resex é um direito da cidade de Caravelas e de Viçosa poderem dizer, que nessas cidades a natureza será preservada para que os nossos filhos e os nossos netos possam continuar, se quiserem, a profissão dos seus pais e das suas mães e tirar o seu caranguejo lá no mangue. Porque vocês não sabem o que é enfiar a mão em uma toca para pegar o caranguejo até o cotovelo. E eu até os dez anos de idade, não só pegava caranguejo como pegava... Até esse dedo aqui foi um caranguejo que comeu.
Então, o que nós estamos garantindo aqui é o seguinte: o que tem de mangue, mangue é uma coisa muito importante para a natureza. Mangue é uma coisa importantíssima. Se a gente acabar com o manguezal, a gente muda o tipo de coisa que tem no rio ou no mar, perto do manguezal. Então, nós precisamos preservar. Não é apenas para garantir aos pescadores pescar o seu marisco, pegar o seu caranguejo ou pescar o seu peixe. Não é só para isso, é também para isso. Mas a gente quer que quando um cidadão de classe média de São Paulo ou do Rio de Janeiro ou um professor da USP, ou da Unicamp, ou de Salvador quiser visitar o local virgem, onde está preservado, onde o pedaço de mar está preservado, onde não vai ter poluição e aí eu vou entrar na questão do esgoto, ele vem aqui em Caravelas e fala: Eu fui lá, comi um peixe de qualidade, não poluído, um caranguejo de qualidade, um marisco de qualidade, e aí até vão vender ou em Vitória do Espírito Santo ou o Jacques Wagner vai comprar tudo para levar para a merenda escolar lá em Salvador e daí por diante.
Então, é para isso que a gente está aqui. Para a gente dizer ao povo de Caravelas que nós não estamos fazendo nenhuma coisa que vá prejudicar a cidade. Até porque, se nós tivermos do um lado algum ambientalista radical e tivermos do outro lado um prefeito, era um fazendeiro radical, o governo não estará de nenhum dos dois lados. O governo será o caminho do meio para que a gente encontre uma saída que possa harmonizar a convivência entre as pessoas. Nós estamos caminhando rapidamente para garantir que a preservação ambiental seja uma forma de a cidade ganhar uma pouco mais de dinheiro. Porque nós do governo federal estamos tendo consciência, da mesma forma que a gente está pedindo ao mundo rico que contribua com a preservação das coisas aqui do Brasil, nós temos que ajudar as cidades que vão preservar a ver naquela política de preservação uma renda maior, até para que ele possa cuidar de melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Olha, eu fiquei preocupado porque o prefeito e o Wagner começaram a pedir coisas aqui, e eu tenho 6 mil prefeitos e tem 27 governadores, mas eu vou dizer uma coisas para vocês: desde que o Brasil foi descoberto não existe um momento na história do Brasil - o que a gente teve, o tanto de investimento que a gente tem em saneamento básico neste país: desde que o Brasil foi descoberto. Você pode pegar 10 anos em outro governo, você pode pegar 10 ou 15 anos de outros governos que eles não investiram em saneamento básico o que o nosso governo investe a cada ano neste País.
Agora, nós temos coisas absurdas gente. Nós temos cidades como Florianópolis que é uma cidade bonita, de 400 mil habitantes, praia para todo lado, que não tinha saneamento básico. Então nós temos que começar do zero, nós não podemos falar que o companheiro Geddel está fazendo as coisas corretas. É que quando nós resolvemos fazer a questão de levar a água do rio São Francisco para ajudar outros estados, nós estamos fazendo a maior recuperação que o rio São Francisco já teve na sua vida. Nós estamos plantando árvores em volta do rio, estamos fazendo tratamento de esgoto em cada cidade, na beira do rio, para que a água caia no rio limpa, na esperança de que ninguém mais venha a destruir.
Se esta cidade aqui, Prefeito, tem problema de esgoto direto no mar, e se Caravelas tem problema, você faça o favor, você e o Governador se entendam, façam um projeto, que nós vamos cuidar de fazer com que essa coisa seja melhorada. Porque não adianta um cidadão subir em um palanque, para dizer que é ambientalista, e ele é prefeito de uma cidade e está jogando o esgoto in natura dentro do rio, ou dentro do mar. Isso, nós temos que cuidar.
A segunda coisa, a questão do aeroporto. Olhem, este aeroporto está desativado há dois anos. O Prefeito, de forma muito singela, disse que o meu avião poderia pousar aqui. Olhem, vou falar uma coisa para o Prefeito: nós não somos tão espertos, mas não somos tão burros.
Porque se os comandantes do avião dissessem que podia pousar aqui, eu não ia andar 45 quilômetros de volta, de helicóptero, para poder pegar o avião. É que do ponto de vista da Aeronáutica, é preciso fazer um rearranjo no aeroporto, porque o asfalto está soltando no aeroporto, e se você pousa em um aeroporto com pedregulho, um pedregulho pode entrar na turbina do avião e podem acontecer coisas desagradáveis. Então, é apenas por cuidado, e a gente vai, então... O Wagner já pediu, aqui, o Prefeito já pediu, a Aeronáutica já ofereceu o aeroporto para o Governador, mas o Governador, como um bom judeu, muito esperto, o Governador quer o aeroporto, mas ele quer que o governo federal ponha dinheiro para consertar o aeroporto.
Como esse galego é meu amigo há muitos anos, nós vamos consertar esse aeroporto, e vamos passar o aeroporto para o estado da Bahia, para ele nunca mais pedir o aeroporto. E também porque eu acho um desatino, um aeroporto importante como este, que quando você sai de Salvador para Porto Seguro... nós esperamos transformar Abrolhos em um grande centro de atração turística do mundo inteiro. Então, é importante que o aeroporto esteja funcionando. Eu vou ver se o Ministério do Geddel tem um dinheirinho para fazer uma “rapa do tacho” ali, viu? Pegar um pouco de dinheiro, e acho que nós vamos consertar.
Eu falei para o Wagner que quando chegar a Brasília, vou conversar com o ministro Jobim, vou conversar com o Comandante da Aeronáutica, para a gente fazer o projeto de [para] recuperar este aeroporto, até porque eu vim hoje a Abrolhos na intenção de ver uma baleia, e não vi nem... mas nem um bijupirá. Não vi nem uma tainha e nem uma sardinha. Aí me disseram que em agosto tem baleia até para a gente dar tchau. Eu já falei para ele que em agosto ou em setembro eu venho aqui, para que a gente possa ir a Abrolhos.
A questão do hospital. Essas coisas não funcionam assim: o prefeito pede e o hospital... Não. É preciso que tenha um projeto que justifique o Ministério da Saúde, junto com o governador – sempre em parceria – colocar dinheiro. Então, eu queria pedir: Prefeito, prepare o projeto do hospital, converse com o governador Jaques Wagner, porque é possível construir uma parceria entre o Ministério da Saúde, o governador do estado, e a gente fazer o hospital voltar a funcionar.
No mais, eu queria dizer para vocês... Deixem-me dizer uma coisa para vocês. Nós vamos levar pelo menos uma geração e meia – isso significa algumas... 20 anos ou 25 anos – para a gente consertar todo o estrago que foi feito em cinco séculos neste país. A gente não vai conseguir resolver todos os problemas em pouco tempo. Vocês vejam uma coisa.
Vocês vejam que nós criamos o piso salarial para os professores, e tem vários governadores entrando contra o governo federal, na Justiça, porque acham que pagar R$ 950 é muito. Então, nós entramos... Obviamente que não é o caso do companheiro Wagner, mas tem governadores entrando, nós vamos pegar eles na justiça. Nós aumentamos... nós diminuímos para criança entrar na escola a partir dos seis anos de idade, para que a criança pobre tenha o direito de aprender tanto quanto a criança de classe média, porque antes como era? O pobre entrava na escola com sete anos, a criança de classe média ia para a pré-escola com seis anos. Quando chegavam os dois na escola com sete anos, um já sabia escrever o nome, já sabia o que era uma borracha, e o outro entrava sem saber nada, aí diziam que o pobre era burro. Na verdade, não era burro, ele não tinha tido a oportunidade que o outro tem.
Segundo, só este ano, nós vamos inaugurar uma quantidade de escolas técnicas quase igual ao que foi feito em um século. O que foi feito no século XX – 140 escolas, desde 1909, construídas no Brasil... Eu só não posso dar o microfone de volta porque ele vai pedir mais alguma coisa. Desde 1909 até 2003, o Brasil tinha construído 140 escolas técnicas. Nós, só este ano, vamos inaugurar cem escolas técnicas, só este ano, e até 2010, nós vamos inaugurar 214 escolas técnicas. Nós já colocamos 535 mil jovens da periferia na universidade através do ProUni – jovens que não tinham nenhuma oportunidade na vida, nós colocamos na universidade. E o que é importante: 40% desses jovens são meninas, e meninas negras.
Segundo, nós estamos com o maior programa de juventude já feito neste país. Nós queremos atender a 4 milhões de jovens que deixaram de estudar, que já estão com 17 anos, e nós queremos trazê-los de volta para a escola, para ensinar para eles uma profissão. Porque se a gente não trouxer eles de volta para a escola, eles podem ser ganhos pelo crime organizado, pelo narcotráfico e vai sair muito mais caro para o Governo.
Por isso, companheiros e companheiras, eu que ainda tenho muitos compromissos em Brasília, queria dizer aos nossos pescadores, aos catadores de mariscos, aos catadores de caranguejo, que ensinem o Minc a catar um caranguejo para ele saber como um caranguejo funciona. Eu espero que vocês possam, da experiência, da conquista de vocês... Porque a Resex não é invenção do Governo Federal, a Resex é invenção deles, que pediram para nós para a gente preservar o direito de trabalho deles. Nós, veja... Nós não queremos fazer nada na marra. Eu sou um homem que aprendi a fazer as coisas dialogando. Eu prefiro perder um dia a mais, conversando, para encontrar uma solução, do que achar que, porque eu sou presidente, eu faço um decreto e está resolvido. Eu não faço assim. Eu prefiro perder algumas horas... Falei para o Minc agora: todas essas Resex, a gente, de tempos em tempos, vai ter que fazer uma revisão para saber se elas estão bem aproveitadas, se não estão, o que foi destruído. Também, se for necessário fazer mudanças, nós fazemos para adequá-las à realidade de cada momento.
No mais, companheiros e companheiras, eu queria dizer para vocês que eu nunca vi tanto carinho comigo como eu estou vendo aqui nesta Caravelas. Queria dizer para vocês o seguinte: nós vamos continuar... eu tenho mais um ano e meio de mandato. Tem muita coisa para fazer neste país. A única coisa que eu peço para vocês é o seguinte: tomem cuidado porque agora está chegando o ano eleitoral, e quando vai se aproximando o ano eleitoral, vocês vão vendo as pessoas começarem a aparecer na televisão como salvadores da pátria. Vocês viram o que fizeram comigo em 2005. Nós demos a resposta em 2006. O que incomoda os meus adversários, o que incomoda é eles saberem que, embora eu governe para todo o povo brasileiro, o que incomoda eles é que eu tenho um lado, e o meu lado é o povo trabalhador, é o povo mais pobre deste país. Então, isso incomoda profundamente eles, e nós vamos continuar firmes. No momento certo...
Vamos fazer uma coisa. No momento certo de conversar de [sobre] política, nós vamos conversar de [sobre] política. Agora é hora de conversar de [sobre] Resex, e é hora de conversar de [sobre] recuperar a economia brasileira o mais rápido possível, para a gente gerar a riqueza que precisamos gerar.
Companheiros, um abraço. Que Deus abençoe cada um de vocês, e até agosto, quando eu vier para ver as baleias em Abrolhos.
Um abraço".





